DOWN - O NOVO PHIL ANSELMO
Philip Anselmo não concede mais entrevistas. Depois de ter sido mal interpretado pela imprensa norte-americana e européia por diversas vezes, ele apenas fala sabendo que não está sendo gravado e longe das câmeras. Para os velhos amigos da Rock Hard-Valhalla, no entanto, ele abriu uma exceção e nos convidou para um show do Down em São Francisco
Quando o ônibus do Down chegou pela tarde na frente do velho teatro Warfield, em São Francisco, o primeiro que sai é um sorridente e bem acordado Kirk Windstein trajando uma calça curta e uma camiseta pequena demais para ele do Metallica. “Rock fucking Hard, man! Legal que vocês também estejam aqui! Nós só fizemos um show para a turnê do Over The Under e ela está sendo perfeita. Mas hoje nós vamos chutar a bunda de vocês!”, vai logo dizendo o guitarrista.
Numa das salas do backstage, dava para ouvir o som de um brutal black metal sendo tocado nos falantes. Um indício muito claro de que Phil Anselmo não podia estar muito longe. Junto com sua namorada, Phil fazia um programa de alongamento prescrito pelo seu médico junto a música de sua banda preferida. Logo quando me vê ele pergunta pelo meu "Alter Ego" Zompf Kupfer, que ele conhecia desde a turnê do Judas Priest na Europa em 1991 quando o Pantera foi a banda suporte e fez o seu primeiro show na Alemanha. Eu contei ao Phil que Kupfer estava preso a uma cama depois que sofreu uma queda de uma rocha numa caminhada. O bom Philip parecia o mesmo daqueles tempos, mas parecia ter amadurecido pacas. A morte do seu amigo Dimebag Darrell, o Furacão Katrina em sua terra natal e a operação nas costas que o obrigou a parar com o abuso de drogas [pesadas] e do álcool mudaram Anselmo de forma absurda. Sua agressão, na maioria das vezes incontrolável, saiu de cena e entrou uma pessoa que compreende a vida de forma positiva na forma de um homem de 39 anos extremamente crescido. Mas a capacidade de entusiasmo de criança e seu humor sarcástico ainda continuam intactos – propriedades do cantor que são simplesmente únicas e fantásticas. “Os médicos achavam que eu nunca mais poderia me movimentar como antigamente. Fuck them!”, ri Phil enquanto mostra a cicatriz em suas costas, que passa pela sua tatuagem "Black Metal", do Venom. Ele começa mostrando sua ginástica para mostrar que seu corpo está quase tão flexível como antigamente, enquanto sua namorada toca no iPod o projeto paralelo do vocalista Arson Anthem. Phil sublinha cada riff da música hardcore com sua mímica inigualável e ainda atua como um vocalista hiperativo que em 1991 influenciou Rob Halford a deixar o Judas Priest mudando a sua imagem e formando o Fight, que tinha claras influências do Pantera.
Enquanto Snake [ex-Skid Row], manager do Down, nos deseja “boa sorte”, uma mensagem de texto chega no celular de Phil enviada do seu grande amigo norueguês Fenriz [Darkthrone]: eles trocavam informações sobre o novo álbum do Darkthrone, F.O.A.D. [Fuck Off And Die] que Phil havia acabado de comprar naquele dia numa loja em São Francisco. O mundo é pequeno. O mundo é engraçado. O mundo é [novamente] bonito. Com um sorriso nós nos jogamos num sofá no backstage e começamos a entrevista de 90 minutos.
Phil, como você está?
Tanto físico, como mentalmente, eu estou muito bem. Nós estamos apenas no começo da nossa nova turnê e muitas coisas ainda não estão correndo como planejamos. Quando tudo estiver engrenado a minha condição física estará no auge.
Você acabou de fazer 39 anos, certo?
Não, eu apenas tenho mais do que 30 anos, hahaha! Mas é verdade, acabei de completar 39 anos.
E você está com uma aparência muito melhor do que nos últimos anos.
Eu espero que sim.
O ano passado foi duro, não?
Os últimos anos foram duros.
A vida traz momentos muito ruins – e a velhice a sabedoria. Esta é uma das lições mais importantes que eu aprendi na minha vida.
Trabalhar estes pontos baixos e viver com eles traz sabedoria.
Quando você tenta desesperadamente destruir você mesmo – seja através das drogas, álcool ou outros meios de fuga – você está agindo como um idiota. Todos nós vamos morrer um dia.
Então, por que acelerar este processo? Nós estamos aqui para realizar uma tarefa.
A vida é um presente. Cada um tem que seguir seu caminho e esse trajeto nunca vai ser concluído sem complicações.
Nós não somos videntes, por isso não podemos nos desviar dos problemas. Mas quando escolhemos os nossos próprios passos na vida, para que eles surjam de uma forma justa, o resultado não pode dar errado.
Esta é, pelo menos, a minha profunda interpretação sobre a coisa. A recompensa vai surgir de alguma forma.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
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